Walter Cruz
29/06/2009

Everland

Michael...

Já está bom. Acabou o show! A gente já se divertiu bastante e dançou na lua contigo (*)!

Pena que você não conheceu nosso verdadeiro Pai ainda nessa vida. Era Ele quem se expressava quando você cantava sendo um menininho ainda negro: "You and I must make a pact. We must bring salvation back. Where there is love, I´ll be there!"

Mas Ele, meu Pai, conhece você! E sabe do que você é feito, apesar das máscaras todas com as quais se vestiu!

Agora... Just call his Name, He'll be there...

Vai, menino doente. Vai conhecer o Pai que você nunca teve!

Vai, moço rico e carente... Não há mais dor no colo do Amor! E Ele não vai te jogar fora por uma janela do céu, nem mesmo de brincadeira!

Quiçá a gente vai se encontrar em eternos cenários sem encenações, onde a Verdade reina de cara exposta!

A gente logo vai se ver em "Everland - A Terra do Sempre!", a Casa de meu Pai, que tem muitas moradas... E lugar para você também!

Marcelo Quintela, em
http://www.caiofabio.com/2009/conteudo.asp?codigo=04965

* Quando eu era menino, aprendi os passos chamados "Moon Walk", que Michael Jackson ensinou toda a minha geração a dançar

No disco de nove faixas, apenas três eram inéditas: a música-título do LP, "Journey to Dawn", "Cio da Terra" e "Unencounter". (...) Quanto a terceira faixa, a história foi a seguinte: ao voltar para Los Angeles, Bituca procurou Ricky Fataar, mas não o encontrou. Ele estava morando em algum lugar da África do Sul, e embora tivesse o telefone dele e outros meios de contatá-lo, não conseguia, parecia incomunicável. Bituca tentou durante vários dias e de todas as maneiras, mas nada.

Lembrou da temporada divertida em Los Angeles com o amigo e sentiu o coração apertar por não poder encontrá-lo outra vez. Pensava nisso em sua cama no hotel, sem conseguir dormir. Sentou-se, acendeu a luz do abajur e começou a escrever uma letra em inglês, que falava do pesar de ter voltado à cidade sem a companhia de Ricky. A cada frase escrita saía também uma frase da melodia, de modo que a letra e música ficaram prontas ao mesmo tempo. "Não era um desencontro, mas a falta do encontro", pensou. Então resolveu colocar o nome de "Unencounter". Quando regressou ao Brasil, Fernando Brant fez a versão em português, batizada de "Canção da América".

Maria Dolores, em Travessia, a vida de Milton Nascimento

Confira abaixo a cantora Marina Machado interpretando Unencounter

A letra você pode acessar em http://letras.terra.com.br/marina-machado/1266948/

Leia também sobre a composição da música "Que bom amigo".

O homem sentou-se no que havia sido um dia uma árvore, hoje era apenas um toco sem vida. Pensou naquele resto de vida sobre a qual estava sentado e divisou claramente sua própria natureza: o homem, para criar coisas, acaba sempre trilhando caminhos de morte. Olhou para a sua própria história até aquele momento e percebeu em si o mesmo padrão. Mesmo sendo um homem simples (um homem rude até, é o que muitos diriam), conseguia ver em seus próprios atos muitas ambiguidades. Nem sempre o bem que fez era carregado da bondade que ele supunha, até mesmo em seus melhores momentos, sua bondade enchia-se de uma característica rançosa, que hoje ele conseguia ver que estava lá, mas que no passado estivera oculta nas entrelinhas que ele não percebera. Mas não se desesperançou de todo: sabia que havia feito o seu melhor e sentia em seu íntimo que tudo ficaria bem.

Perto dali, encontrava-se parado um ser extradimensional. Refletia também. Pensava em como os humanos, que conheciam o bem e o mal, encontravam forças em meio as mais profundas decepções e tragédias da sua curta existência. Porque ele, que nunca havia provado do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, conhecia apenas o bem dentro de si mesmo, e o mal que ele via era apenas a antítese do bem que estava dentro dele. Mas os seres humanos conheciam o bem e o mal como contradição dentro deles mesmos. E mesmo contra a sua própria vontade, muitos escolhiam o bem. Lembrou-se de tantas mortes de gente de bem em que esteve junto, como um agente invisível. Gostava de se fazer sentir sem ser visto. Apreciava o fato de fazer o bem sem ser percebido. Se intrigava com o amor do seu Criador por aqueles seres nascidos do barro. E ainda assim, amava-os também.

E, naquele momento, sem que um pudesse penetrar a dimensão do outro, fizeram-se irmãos.

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Hoje, dia 23 de abril, é comemorado o Dia Mundial do Livro. Segundo o texto do blog Os Livros, citado no blog da Mobilização de Leitura, a data foi escolhida, desde 1996 e por decisão da Unesco, "para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de São Jorge e recebem em troca um livro".

Para homenagear este dia, seguem abaixo as indicações de minhas leituras mais recentes:

Leitura em abril

O livro que estou lendo atualmente é No divã de Deus, de Caio Fábio. É a reedição do que havia sido lançado em 3 volumes e contém reflexões, com base nos livros dos Salmos, e considerações sobre problemas psicológicos. Altamente recomendável!

Minhas leituras em março

No mês de março, li dois livros do mesmo autor, C.S. Lewis (um dos meus favoritos, aliás!)

Em A abolição do homem, Lewis trata da lei natural e de como a educação em seu tempo estava começando a trabalhar para minar as balizas básicas da moralidade e implementar uma 'nova' moralidade totalmente subjetiva, moldada pelos critérios do próprio homem (que no processo deixaria de ser humano). É um livro curto (95 páginas) e complexo, além de muito belo. O último capítulo me causou fortes impressões, ao delinear a perspectiva de como seria esse novo homem que tivesse abandonado a lei natural e implementado uma nova moral para si.

Perelandra, comecei a ler no computador, quase sem querer: minha intenção era dar uma passada de olhos pelo livro, e quando percebi estava já na página 50. Então resolvi levar a cabo a leitura. A única versão disponível é em português de Portugal, sendo possível achá-lo em algumas livrarias, por encomenda, ou facilmente em alguma edição online, em PDF, que foi como eu o li. Nesse segundo volume da trilogia espacial de C.S. Lewis, o herói, Elwin Ranson, vai ao planeta Vênus (Perelandra), onde se vê na missão de ajudar a Eva do planeta a evitar os ataques do tentador e assim tentar evitar a queda naquele novo Paraíso. Uma leitura muito divertida e bonita, espero que logo lancem uma edição em terras brasileiras mesmo.

Você pode ler uma resenha interessante sobre a abolição do homem no Livreiro Assassino.

Livros só mudam pessoas

Um blog (ou movimento) cujo objetivo é incentivar a leitura de livros. A iniciativa foi de Sérgio Pavarini e conta com o apoio de diversas editoras, que sorteiam mensalmente entre os participantes alguns livros. No blog, os participantes postam trechos de livros e outros diversos textos relativos à leitura e literatura. Vale a pena conferir!

Skoob

Para encerrar, sugiro uma visita ao site skoob. (Books, de trás para frente). O site nos permite cadastrar os livros que lemos, que desejamos comprar ou que pretende ler. Traz também conceitos de rede social: amigos, mensagens entre os participantes. Muito útil para catalogar as suas leituras!

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