Que livro eu seria?

Enquanto eu mantenho minha programação diária de ócio, vamos chupinhar coisas dos amigos.

"O vampiro de Curitiba", de Dalton Trevisan

Descolado, objetivo e realista. Cult. Você deve se sentir mais à vontade longe de shoppings, da TV e de qualquer coisa que grite “cultura de massa”. Nada de meias palavras: a elas, você prefere o silêncio. Você não vê o mundo através de lentes cor-de-rosa, muito pelo contrário. Procura ver o mundo como ele é, entendê-lo, senti-lo. Às vezes, bate até aquele sentimento de exclusão, ou de solidão. Mas é o preço que se paga por ser um pouco "marginal". Não se preocupe, pois você atrai a admiração de pessoas como você: modernas no melhor sentido da palavra.
Em "O vampiro de Curitiba" (1965), Nelsinho protagoniza uma variedade de contos, nos quais ele busca satisfazer sua obsessão sexual vagando pelas ruas de Curitiba - paralelamente, esta cidade de contrastes se revela ao leitor. A temática e a forma já denunciam: este não é um livro para qualquer um. Tem que ter cabeça aberta para enfrentar a linguagem nua e crua de Trevisan, que é reverenciado pelo leitor capaz de driblar velhos ranços burgueses.

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Palavras apenas

Zubin Lederbuch
Creative Commons License photo credit: Markus Rödder

Desde cedo, tenho um gosto pela escrita, pelo sentido das palavras, pela lingüística. Um dos meus heróis favoritos é Dr. Ransom, um filólogo. Conheci-o através do livro "Longe do Planeta Silencioso"1, de C. S. Lewis, que encontrei, num sebo em Brasília. O momento em que ele traduz as más intenções de seus raptores para a língua de Malacandra é emocionante.

Há algo divino nas palavras. Isaías 5:20 declara: "Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que põem as trevas por luz, e a luz por trevas, e o amargo por doce, e o doce por amargo!". Trocar o sentido das palavras é algo sério. Ainda segundo a Bíblia, a primeira demonstração da capacidade criativa do homem se deu por meio de palavras - dando nome aos animais na terra.

Gosto de palavras. Gosto dos significados das palavras. Gosto das sonaridades das palavras, mesmo quando não sei seus significados.

João diz que no princípio era a Palavra e a Palavra se fez carne. Assim, creio que Deus está muito próximo dos poetas e daqueles que se divertem com as palavras, sejam eles religiosos ou não.

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1.Segundo o site www.malacandra.co.uk/site1/index.php/Out_of_the_Silent_Planet, o romance foi escrito como um acordo entre C.S. Lewis e J.R. Tolkien, segundo o qual Lewis escreveria uma viagem espacial e Tolkien uma viagem no tempo.

Encontrei esse texto no Google Docs, que eu as vezes uso pra rascunhar e compartilhar previamente com alguem os textos que escrevo aqui. A data do documento lá é de 21 de dezembro de 2006, e aparentemente eu nunca o publiquei aqui. Não está perfeito, nem o revisei muito. Vai como está, enquanto eu ouço 'Nada será como antes', do Milton Nascimento

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Inconsciente coletivo

No pimeiro volume da Revista Eletrônica Espiritualidade Libertária, no artigo, Música, Tecnologia e Consumo, de Samuel Victor Kriger de Paiva, achei um trecho bem interessante sobre o inconsciente coletivo. Segue:

Ainda: segundo algumas “opiniões virtuais coletivas” da filosofia da tecnologia, aplicada à psicologia (que em breve serão muito discutidas e teorizadas popularmente), sempre existiu uma proto-internet no planeta terra. De alguma forma, as consciências humanas sempre estiveram ligadas no que chamamos de psiquismos coletivos (inconsciente coletivo); algum tipo de rede ou camada psíquica superior; um wireless monstruoso de alcance global; de alcance superior ao tempo e ao espaço; algo que poderíamos chamar de psiconet, ou melhor, psynet. A moderna internet seria somente a tentativa de materialização rudimentar e ainda primitiva da verdadeira e funcional rede de informação existente no planeta, a psynet. E de forma interessante, a existência da internet não ofusca a psynet, pelo contrário, a potencializa.

Segundo esta forma de ver, a informação sempre viajou livre na forma inconsciente na terra. Entre fenômenos que evidenciam esta rede inconsciente de informação, podemos ver em alguns destes fatos históricos exemplos: O Nazismo na Alemanha, Maio de 1968, entre outros. Quem sabe quantos textos com o mesmo teor deste não estão sendo escritos neste exato momento, uma vez que esta informação está vagando livre na psynet e pronta para ser “baixada” por modems cerebrais humanos a qualquer momento!

O mais interessante é concluir que a psynet realmente sempre funcionou. Não raramente, aqueles que nasceram antes de 1985 (antes da popularização da internet), faziam saques ou psicodownloads do inconsciente coletivo livremente.

Baixe a revista também no Coletivo por uma Espiritualidade Libertária

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Lista de livros

Continuando o meme do Thiago Bonfinho:

  1. Livro de que mais gosta –Discipulado, do Bonhoeffer.
  2. Livro que me influenciou – Um livro que influenciou uma decisão prática na minha vida foi o Homem à procura de si mesmo, do Rollo May. Foi um dos que consolidaram minha decisão de vir para Brasília.
  3. Livro de alguém que conhece – A Antropologia Filosófica de C.S. Lewis, da Gabriele.
  4. Livro que outra pessoa trouxe até você – Eu li o Sétimo na casa de um amigo. Gostei bastante.
  5. Assisti primeiro ao filme – Não consigo lembrar agora.
  6. Primeiro livro sem figurinhas que leu – Também não consigo lembrar. Eu fui muito hardcore desde criança com a leitura, parei de ler livros com figuras muito cedo. Mas tem um livro que eu gosto, do Thomas Merton, Diálogos com o Silêncio: orações e desenhos que eu gosto muito. De repente eu comece a ler livros ilustrados quando envelhecer.
  7. Livro de poesia – Canção de mim mesmo, Whitman.
  8. Livro para se reler – A abolição do homem, C.S. Lewis
  9. Devolve meu dinheiro – Um livro que eu comprei e me desfiz sem dó foi o Compreendendo Kierkegaard, da Vozes. Não consegui ler 10 páginas.
  10. À primeira vista – Não lembro de nenhum agora, mas eu tenho uma certa intuição pra escolha de livros, raramente um livro que eu tenha escolhido a primeira vista foi ruim, e eu já escolhi muita coisa assim.
  11. Gente morta – Conan Doyle e sua criação impagável: Sherlock Holmes
  12. Gente vivaNephilim, Caio Fábio.

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