Walter Cruz
06/04/2007

À mesa

Uma coisa engraçada a respeito dos seres humanos: nós comemoramos tudo comendo. Ou seja: para nós, festa é sinônimo de uma bela boca livre.

Hoje é páscoa, e, para muitos, foi dia de bacalhau e frutos do mar (nada de carne vermelha). Para as crianças, é uma época farta de chocolate.

Cada comemoração tem suas comidas características: o natal com seus panetones e a típica ceia de natal, festas de aniversário com bolos e brigadeiros, dia de Cosme e Damião com doces diversos distribuídos gratuitamente.

Gastamos uma parte do dia preparando alimentos que serão consumidos em poucos minutos. Liberamos nossa criatividade ao cozinhar e misturar diversos temperos. Sorrimos, conversamos e nos abrimos à mesa. Não fazê-lo é sinal de algo errado.

Dos dois ritos universais observados por toda a cristandade, um deles é uma refeição. Graças ao sacrifício de Jesus, um dia muitos se assentarão à mesa do Cordeiro. Brindemos a isso!

(Levemente inspirado no capítulo VI do livro "A teologia tem algo a dizer a respeito do ser humano?", de Hermilo Pretto, editora Paulus)

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