Balanço Cultural: Fevereiro
Março 21st, 2009 / / por Walter Cruz
Quatro livros bem lidos e aproveitados: Medo Líquido, do sociólogo Zygmunt Bauman, trata dos medos presentes em nossa sociedade. É um livro muito interessante, até fiz uma citação dele aqui no site. O livro traz à tona os medos conscientes e inconscientes de nossa sociedade e nos ajuda a refletir quais desses medos são reais e o que não se sustenta sob análise mais aprofundada. Uma leitura que eu recomendo!
Depois dele, veio Teologia da Alegria, de John Piper. É um livro bem instigante: segundo o autor, a idéia de servimos a Deus de forma totalmente desinteressada não encontra respaldo no cristianismo, e não é egoísta amar a Deus visando aquele tipo mais profundo de alegria. É uma idéia que incomoda?
Logo a seguir, li Cristo e a Criatividade, de Michael Card, autor pelo qual recentemente nutri grande curiosidade (talvez inconscientemente estimulado pelo fato de o livro ter sido traduzido por Jorge Camargo). No capítulo dez, ele pede a alguns amigos artistas que escrevam cartas aos leitores do livro - para mim, a primeira carta de Harold Best é um dos melhores trechos.
Encerrei o mês com o leve Improvisando Soluções, que é um livro pretensamente de auto-ajuda baseado nas histórias de diversos músicos de jazz. Mas a tal da auto-ajuda propriamente dita fica bem condensada nos dois últimos capítulos, o restante do livro contém mini-biografias e relatos de diversas histórias com músicos de jazz, que são muito divertidas de se ler. Se você gostar de jazz e de música, não se deixe vencer pelo preconceito de o livro estar na prateleira de auto-ajuda.
Filmes
Nos cinemas, duas vezes Kate Winslet, em Foi apenas um sonho e O Leitor, dois filmes extraordinários, em que a atuação dessa atriz se destaca. Ganhou o Oscar merecidamente. Austrália é comprido demais, teria sido 'bonzinho' se tivesse acabado uns 40 minutos antes. Operação Valquíria é bom, mesmo sabendo que aquilo tudo vai dar errado, fiquei torcendo pelo sucesso da operação. Dúvida, com Philip Seymour Hoffman e Meryl Streep, é uma história comovente e nos faz refletir sobre nossos preconceitos e sobre como podemos conceber idéias e tratar nossa própria criação como sinônimo da realidade. Vale a pena assistir.
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3 comentários
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ahhaha, pode ser. Na verdade, eu fiquei com a impressão de que depois de um dado momento tinha começado outro filme... 



