Categoria: Citações
Inconsciente coletivo
Julho 26th, 2010 / Enviar feedback » / por Walter Cruz
No pimeiro volume da Revista Eletrônica Espiritualidade Libertária, no artigo, Música, Tecnologia e Consumo, de Samuel Victor Kriger de Paiva, achei um trecho bem interessante sobre o inconsciente coletivo. Segue:
Ainda: segundo algumas “opiniões virtuais coletivas” da filosofia da tecnologia, aplicada à psicologia (que em breve serão muito discutidas e teorizadas popularmente), sempre existiu uma proto-internet no planeta terra. De alguma forma, as consciências humanas sempre estiveram ligadas no que chamamos de psiquismos coletivos (inconsciente coletivo); algum tipo de rede ou camada psíquica superior; um wireless monstruoso de alcance global; de alcance superior ao tempo e ao espaço; algo que poderíamos chamar de psiconet, ou melhor, psynet. A moderna internet seria somente a tentativa de materialização rudimentar e ainda primitiva da verdadeira e funcional rede de informação existente no planeta, a psynet. E de forma interessante, a existência da internet não ofusca a psynet, pelo contrário, a potencializa.
Segundo esta forma de ver, a informação sempre viajou livre na forma inconsciente na terra. Entre fenômenos que evidenciam esta rede inconsciente de informação, podemos ver em alguns destes fatos históricos exemplos: O Nazismo na Alemanha, Maio de 1968, entre outros. Quem sabe quantos textos com o mesmo teor deste não estão sendo escritos neste exato momento, uma vez que esta informação está vagando livre na psynet e pronta para ser “baixada” por modems cerebrais humanos a qualquer momento!
O mais interessante é concluir que a psynet realmente sempre funcionou. Não raramente, aqueles que nasceram antes de 1985 (antes da popularização da internet), faziam saques ou psicodownloads do inconsciente coletivo livremente.
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Palavras e energias
Março 23rd, 2010 / 1 Feedback » / por Walter Cruz
Desse modo, o "palavrão”, por exemplo, não é palavrão como "palavra-em-si”, mas tão somente como energia associada àquela "palavra”.
Assim, há muitas pessoas que falam o palavrão, mas não ofendem, visto que o palavrão, para elas, é apenas um modo de dizer, mas nem sempre é falado significando a ofensa do "palavrão”.
Eu ouço muitos palavrões em "igreja” e que são ditos mediante expressões de piedade, mas são energeticamente verdadeiros palavrões.
Exemplo: "Meu amado” pode ser dito com todas as energias, inclusive de ódio e rancor, como muitas vezes acontece. Falou-se um palavrão? Não! Vazou-se um palavrão disfarçado de "meu amado”.
Ora, estou dizendo isto apenas para que você olhe não para as palavras, mas para as motivações, odores, sentimentos e energias com as quais você possa estar fazendo essas coisas.E por quê?...
É que o que faz mal não é a conjunção de letras de uma dada palavra, mas sim o espírito com o qual aquela palavra é falada; ainda que seja um: “Ah, meu Deus!” — e que pode significar: “Seu idiota, saia de minha frente!”
Embora esse trecho do Caio Fábio responda a uma pergunta diversa, acho que por si só ele já diz uma porção de coisas.
Unencounter
Junho 17th, 2009 / 3 feedbacks » / por Walter Cruz
No disco de nove faixas, apenas três eram inéditas: a música-título do LP, "Journey to Dawn", "Cio da Terra" e "Unencounter". (...) Quanto a terceira faixa, a história foi a seguinte: ao voltar para Los Angeles, Bituca procurou Ricky Fataar, mas não o encontrou. Ele estava morando em algum lugar da África do Sul, e embora tivesse o telefone dele e outros meios de contatá-lo, não conseguia, parecia incomunicável. Bituca tentou durante vários dias e de todas as maneiras, mas nada.
Lembrou da temporada divertida em Los Angeles com o amigo e sentiu o coração apertar por não poder encontrá-lo outra vez. Pensava nisso em sua cama no hotel, sem conseguir dormir. Sentou-se, acendeu a luz do abajur e começou a escrever uma letra em inglês, que falava do pesar de ter voltado à cidade sem a companhia de Ricky. A cada frase escrita saía também uma frase da melodia, de modo que a letra e música ficaram prontas ao mesmo tempo. "Não era um desencontro, mas a falta do encontro", pensou. Então resolveu colocar o nome de "Unencounter". Quando regressou ao Brasil, Fernando Brant fez a versão em português, batizada de "Canção da América".
Maria Dolores, em Travessia, a vida de Milton Nascimento
Fernando Brant também participou da composição em inglês da música, como o próprio Milton registra em carta enviada ao compositor e amigo Márcio Borges, que consta do livro "Os Sonhos não envelhecem":
"Manhã, depois de muito ouriço na gravação da última base do disco. Uma que eu e Fernando fizemos em inglês. Chama-se 'Unencounter'. A palavra não existia, mas passou a."
Confira abaixo a cantora Marina Machado interpretando Unencounter
A letra você pode acessar em http://letras.terra.com.br/marina-machado/1266948/
Leia também sobre a composição da música "Que bom amigo".
O si-mesmo e a humanidade do discípulo
Abril 21st, 2009 / 5 feedbacks » / por Walter Cruz
Nas reuniões de estudo de discipulado com Caio Fábio, após ele ter explanado que o discípulo deveria negar a si mesmo, mas não deveria negar a sua própria humanidade, alguém fez a seguinte pergunta:
Como eu faço para diferenciar a humanidade do discípulo e os caprichos do si mesmo?
Que foi respondida da seguinte forma:
A humanidade do discípulo quer ser vestida. O si mesmo diz: "depende de com o quê".
A humanidade do discípulo pede água. O si mesmo diz: "tanto faz se rolar".
A humanidade do discípulo diz "Por que me desamparaste?". O si mesmo diz: "eu sabia que eu não podia confiar".
A humanidade do discípulo diz "Pai, perdoa-lhes porque eles não sabem o que fazem". O si mesmo diz: "Porque eles não sabem o que fazem, eu sabia que era isso que iria acontecer".
A humanidade do discípulo assume tudo aquilo que seja genuinamente humano. O si mesmo chama de humano o que é adereço, o que é valor agregado, frequentemente pervertido.
A humanidade do discípulo reconhece a necessidade do abraço. O si mesmo quer viver para todos os abraços.
A humanidade do discípulo não tem nenhum medo de dizer que está com fome. O si mesmo, se puder, transforma pedra em pão.
A humanidade do discípulo olha e sabe quem é, mas não aceita nenhuma oferta para pular do pináculo do templo, desce pela escada. O si mesmo não resiste, se arremessa para o show.
A humanidade do discípulo, mesmo carregando a mais importante de todas as missões, não crê nunca que os fins justificam os meios. O si mesmo não resiste e, ao ouvir "Tudo te darei se prostrado me adorares", prosta-se, põe-se de quatro e adora [ao diabo]. Essa é a diferença entre uma coisa e outra.





