Categoria: Histórias

Walter Cruz
21/07/2004

CUIDE DO MAIS IMPORTANTE

Era uma vez o jovem que recebeu do rei a tarefa de levar uma mensagem e alguns diamantes a um outro rei de uma terra distante.

Recebeu também o melhor cavalo do reino para levá-lo na jornada.

- Cuida do mais importante e cumprirás a missão! Disse o soberano ao se despedir.

Assim, o jovem preparou o seu alforje, escondeu a mensagem na bainha da calça e colocou as pedras numa bolsa de couro amarrada à cintura,sob as vestes.

Pela manhã, bem cedo, sumiu no horizonte. E não pensava sequer em falhar.

Queria que todo o reino soubesse que era um nobre e valente rapaz, pronto para desposar a princesa. Aliás, esse era o seu sonho e parecia que a princesa correspondia às suas esperanças.

Para cumprir rapidamente sua tarefa, por vezes deixava a estrada e pegava atalhos que sacrificavam sua montaria. Assim, exigia o máximo do animal.

Quando parava em uma estalagem, deixava o cavalo ao relento, não lhe aliviava da sela e nem da carga, tampouco se preocupava em dar-lhe de beber ou providenciar alguma ração.

- Assim, meu jovem, acabarás perdendo o animal, disse alguém.

- Não me importo, respondeu ele. Tenho dinheiro. Se este morrer, compro outro. Nenhuma falta fará!

Com o passar dos dias e sob tamanho esforço, o pobre animal não suportando mais os maus-tratos, caiu morto na estrada. O jovem simplesmente o amaldiçoou e seguiu o caminho a pé.

Acontece que nessa parte do país havia poucas fazendas e eram muito distantes umas das outras. Passadas algumas horas, ele se deu conta da falta que lhe fazia o animal. Estava exausto e sedento. Já havia deixado pelo caminho toda a tralha, com exceção das pedras, pois lembrava da recomendação do rei:

"Cuide do mais importante!"

Seu passo se tornou curto e lento. As paradas, freqüentes e longas. Como sabia que poderia cair a qualquer momento e temendo ser assaltado, escondeu as pedras no salto de sua bota.

Mais tarde, caiu exausto no pé da estrada, onde ficou desacordado.

Para sua sorte, uma caravana de mercadores que seguia viagem para o seu reino, o encontrou e cuidou dele.

Ao recobrar os sentidos, encontrou-se de volta em sua cidade.

Imediatamente foi ter com o rei para contar o que havia acontecido e com a maior desfaçatez, colocou toda a culpa do insucesso nas costas do cavalo "fraco e doente" que recebera.

- Porém, majestade, conforme me recomendaste, "cuidar do mais importante", aqui estão as pedras que me confiaste. Devolvo-as a ti. Não perdi uma sequer.

O rei as recebeu de suas mãos com tristeza e o despediu, mostrando completa frieza diante de seus argumentos. Abatido, o jovem deixou o palácio arrasado. Em casa, ao tirar a roupa suja, encontrou na bainha da calça a mensagem do rei, que dizia:

"Ao meu irmão, rei da terra do Norte. O jovem que te envio é candidato a casar com minha filha. Esta jornada é uma prova. Dei a ele alguns diamantes e um bom cavalo. Recomendei que cuidasse do mais importante.

Faz-me, portanto, este grande favor e verifique o estado do cavalo.

Se o animal estiver forte e viçoso, saberei que o jovem aprecia a fidelidade e força de quem o auxilia na jornada. Se porém, perder o animal e apenas guardar as pedras, não será um bom marido nem rei, pois terá olhos apenas para o tesouro do reino e não dará importância à rainha nem àqueles que o servem".

Comparo esta história com o ser humano que segue sua jornada na vida, tão preocupado com seu exterior, isto é, com os bens, que tudo guarda como se fosse ouro, esquecendo de alimentar sua alma e espírito com a alegria e o amor de Deus. Certamente não cumprirá a missão, já que não sabe guardar o que é mais importante!

Walter Cruz
31/05/2004

O turista e o sábio

Um turista foi à cidade do Cairo, no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio. O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros. As únicas peças de mobília eram: uma cama, uma mesa e um banco.
- Onde estão seus móveis ? - perguntou o turista.
E o sábio, bem depressa, perguntou também:
- E onde estão os seus ?
- Os meus ? - surpreendeu-se o turista. Mas eu estou aqui só de passagem !
- Eu também ! - respondeu o sábio.
A VIDA NA TERRA É SOMENTE UMA PASSAGEM, NO ENTANTO, ALGUMAS PESSOAS VIVEM COMO SE FOSSEM FICAR AQUI ETERNAMENTE, E ESQUECEM DE SER FELIZES. O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.

Walter Cruz
24/05/2004

LAVA PÉS

Link: http://www.soucatolico.com.br/temas/temas.asp?Codigo=53

Ainda o lava-pés. Resolvi a alguns minutos atrás dar uma varrida no google em busca de textos sobre o lava-pés. Esse foi um dos que achei. Católico. Simples. Direto. Extremamente simples mesmo.


LAVA PÉS


"Em seguida, deitou água em uma bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido." Jo 13,5


Eu estava jantando com minha família e resolvi perguntar para os meus filhos o que cada um entendia do gesto de Jesus ao lavar os pés dos discípulos. A primeira respondeu prontamente:


- Sei lá cara...


E permaneceu calada esperando os outros falarem. E logo os outros começaram a falar o que percebiam do gesto de Jesus:


- Ele quis mostrar que era amigo dos apóstolos. Disse uma.
- Ele queria mostrar que estava aqui na terra como homem. Sacou o outro.


E mais algumas tentativas de exprimir algo complicado para crianças e jovens, ainda mais de surpresa no meio de uma refeição e sem tempo para pensar. Mas logo um deles, que não me lembro qual, começou a acertar o caminho:


- Ele queria mostrar humildade apesar de ser Deus.

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Walter Cruz
20/05/2004

Jesus em Betânia

Jesus Betânia
Jesus Betânia

"Estando ele em Betânia, reclinado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher trazendo um vaso de alabastro com preciosíssimo perfume de nardo puro; e, quebrando o alabastro, derramou o bálsamo sobre a cabeça de Jesus. Indignaram-se alguns entre si e diziam: Para que este desperdício de bálsamo? Porque este perfume poderia ser vendido por mais de trezentos denários e dar-se aos pobres. E murmuravam contra ela. Mas Jesus disse: Deixai-a; por que a molestais? Ela praticou boa ação para comigo. Porque os pobres, sempre os tendes convosco e, quando quiserdes, podeis fazer-lhes bem, mas a mim nem sempre me tendes. Ela fez o que pôde: antecipou-se a ungir-me para a sepultura. Em verdade vos digo: onde for pregado em todo o mundo o evangelho, será também contado o que ela fez, para memória sua." (Marcos 14:3-9 RA)


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