Categoria: C. S. Lewis

Alguém, uma explicação

Marcando presença na semana C.S. Lewis, um texto de George MacDonald, um dos autores que mais influenciou Jack.

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Se existir um Deus, e eu for sua criatura, pode existir, deveria existir, deve existir alguma comunicação clara entre ele e mim. Se admitimos um Deus, mas cuja bondade mal chega a preocupar-se com suas criaturas, vou concordar com ele que seria insensato orar para tal Deus. Mas a idéia de que, com todos os bons impulsos que há em nós, somos a progênie de um espírito do mal de coração duro é tão horrível na sua inconsistência que perguntaria ao homem que assim pensasse que horrendo e insensível menosprezo pela verdade o torna capaz dessa suposição! A uma pessoa assim os terrores de Deus, ou, se não forem os terrores, então as mágoas de Deus, apesar de tudo, hão de falar. O algo divino que há nele amará, e esse amor ficará gemendo.

Se eu achar que minha condição, minha consciência, é aquela de alguém longe de casa, não, a de alguém detido em alguma espécie de prisão; se eu achar que não posso dominar nem o mundo em que vivo, nem meus pensamentos e desejos; que não posso acalmar minhas paixões, ordenar minhas preferências, determinar meus objetivos, querer meu crescimento, esquecer quanto gostaria de esquecer, ou lembrar-se do que esqueço; que não posso amar o que gostaria de amar, ou odiar o que gostaria de odiar; que não sou o rei de mim mesmo; que não posso suprir minhas necessidades, nem sequer sempre sei quais das minhas aparentes necessidades devem ser supridas e quais tratadas como impostoras; se, numa palavra, o meu ser, em todos os sentidos, é uma carga pesada demais para mim, se eu não posso nem entendê-lo, nem sentir-me satisfeito com ele, nem melhorá-lo, isso não vai provocar uma pausa - a pausa que termina em oração?

Quando meu tamanho parece grande demais para meu controle; quando eu reflito que não sei explicar a minha existência, não tive a menor participação nela, tampouco, caso não goste dela, posso fazer alguma coisa para provocar o seu fim; quando eu penso que nada posso fazer para compensar aqueles que amo, como também nada posso fazer contra aqueles que odeio, por males que lhes fiz e mágoas que lhes causei; que nos meus piores momentos eu deixo de crer no que há de melhor em mim, nos melhores abomino o que tenho de pior; que não há em mim nenhuma integridade, nenhuma unidade; que a vida não é boa pra mim, pois eu me desprezo - quando eu penso que em todas ou algumas dessas coisas, pode parecer estranho se eu também pensar que certamente deve existir nalgum lugar um ser que seja a minha explicação, alguém que se explique a si mesmo e faça o círculo da minha existência exato; alguém cujo ser explique e seja necessário para explicar o meu ser, cuja presença no meu ser seja imperativa, não simplesmente para suplementá-la, mas para tornar a minha existência um bem para mim mesmo?

(George MacDonald, em Sermões não proferidos, citado no livro "A biblioteca de C.S. Lewis", tradução de Almiro Pisetta)

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Lewis e a prática da oração

Ele orava?
O tempo todo.

Fale um pouco sobre isso.
Eu não sei o que ele orava, mas não era difícil pra eu entrar em um aposento e encontrar Jack orando. E eu dizia algo como: "Me desculpe, Jack". E ele diria: "Tudo bem, eu só estava orando". Você sabe, a interrupção não era algo que ele achasse irritante, quando eu entrava e o interrompia em sua oração. Ele orava ao caminhar, orava ao sentar em sua cadeira, orava o dia inteiro. Eu penso que, para um homem como Jack, a oração era mais uma conversa com Cristo do que súplica. Para muitos de nós, quando iniciamos nossas vidas cristãs, a oração é quase sempre uma questão de súplicas. E então, um pouco depois, nos tornamos maduros o suficiente para incluir algum agradecimento e algum louvor em nossa vida de oração. Eu penso que no final das contas deveríamos atingir um estado onde a oração é uma conversa com Cristo, que inclui ação de graças, e também louvor e súplica.

http://www.duncanentertainment.com/interview_gresham.php

Douglas Gresham, em entrevista para o documentário The Magic Never Ends - The Life & Work of C. S. Lewis, em setembro de 2000.

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Personalidade

No começo eu disse que há Personalidades em Deus. Agora vou mais longe e afirmo que em nenhum outro lugar há personalidades verdadeiras. Você não terá um eu verdadeiro enquanto não entregar a ele o seu eu. A igualdade ou semelhança existe sobretudo entre os mais "naturais" dos homens, não entre os que se rendem a Cristo. Quão monótona é a semelhança que iguala to­dos os grandes tiranos e conquistadores; quão gloriosa é a diferença dos santos! (C.S. Lewis, em Cristianismo Puro e Simples)

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Novas obras de C.S. Lewis serão editadas até o fim de 2009

Boa notícia! A Ichtus Editorial pretende lançar até o fim de 2009 7 novos títulos de C.S. Lewis, 6 deles inéditos! São eles:

  • Till We Have Faces (disponível em português de Portugal, com o título No Reino de Glome)
  • Reflections on the Psalms
  • Compelling Reason
  • Screwtape Proposes a Toast (atualmente incluso na última edição da Martins Fontes de Cartas de um diabo a seu aprendiz, sob o título: "Fitafuso propõe um brinde)
  • The Pilgrim Regress
  • The Dark Tower and Other Stories (The Dark Tower teria sido a continuação de Out of the silent planet, e teve sua autoria contestada. Leia mais sobre isso na wikipedia)
  • The Bussiness of Heaven (que me pareceu ser uma espécie de devocional baseado em excertos dos livros de Lewis.

A Ichtus Editorial também está no twitter: @ichtuseditorial

Veja o anúncio veiculado pela editora na revista Ultimato de Julho-Agosto de 2009 em http://farm4.static.flickr.com/3501/3709964110_fd372131b8_o.jpg

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