Categoria: Perguntas Difíceis ...

Walter Cruz
22/11/2004

Fora do Tempo

Out of hand. Era como se chamava o tema de jazz-rock do guitarrista Steve Freeman que ensaiei algumas vezes com uns amigos anos atrás. O grupo era composto por eu mesmo no teclado, Zezinho, ex banda Rara na bateria, Lucas Rogério, que assim como eu, cursava ULM na época, no baixo e Teco na guitarra.

Mas não é sobre isso que quero falar.

A minha pergunta hoje é: "Já repararam que quase tudo que é bom nasce fora do tempo, e como tal não está sujeito às leis do tempo?"

Fomos escolhidos em Cristo antes da fundação do mundo. O cordeiro foi morto antes da fundação do mundo. A igreja é o mistério oculto de Deus, que nem os principados e potestades esperavam.

Essas coisas, por terem nascido no tempo antes do tempo ser tempo não sofrem dos males das coisas que nasceram dentro do tempo. Essas coisas o ladrão não rouba. Nem a traça e a ferrugem corroem.

Existem outras também. Bons livros parecem ter nascido fora do tempo. Boa música parece ter nascido fora do tempo. A música de Bach parece ter nascido fora do tempo.

Mas e o que fazer das coisas nascidas aqui, dentro dessa coisa que se chama tempo?!

Aqui as coisas se sujeitam à entropia maluca do tempo... Relacionamentos se desgastam. Amizades são quebradas.

Mas para tudo isso há solução. Através de Jesus, as coisas que não nasceram na eternidade podem entrar nela. É intrigante pensar que a eternidade não tem fim, mas que para cada um de nós, ela teve um começo. Pra uns, silencioso, sozinhos num quarto. Para outros num momento de tranquilidade. Pra outros ainda em momentos de total desespero.

É isso que ele nos pede. Que nEle, as rugas inevitáveis que se formarão em nossos rostos não se transformem numa feiúra de coração. Que a miopia que cresce a cada ano em mim não seja transformada no fechar dos olhos do coração.

Nele, podemos transceder as leis da física ! Nem sempre tudo precisa tender ao caos. Nele tudo subsiste. Nele tudo é. Foi a 2.000 anos atrás. Será daqui a 2.000 anos. Foi antes do tempo ser tempo. Continuará a ser quando o Senhor o tempo for finalmente tragado pela eternidade, a morte pela vitória.

A propósito, o grupo no qual eu tocava, assim como começou, acabou. Ficou difícil conciliar os horários de todo mundo. O Zezinho depois me chamou para tocar com ele num outro projeto, mas eu estava com muitas atividades. Indiquei meu amigo Marcos. Ele junto com o Zezinho tocou em muitos lugares. Eu, junto com o Zezinho, toquei no casamento do Marcos.

Nota: Hesitei em publicar esse post até agora porque de certa forma, o racíocinio todo ainda não está muito bem costurado, eu penso. Porém, por sugestão do Ricardo do Tudo Verdade , segue, como é.

Dias atrás, tava falando com um amigo sobre o fato de Deus ser justo juiz. A questão é que Deus, ao contrário dos juízes cá da terra, não necessita de um código de leis, já que Ele mesmo é a justiça. Deixei então minha mente divagar sobre o assunto.

Fiz-me então a seguinte colocação: 'Leis, como as conhecemos, são feitas para os homens. Se Deus tiver uma lei para si mesmo, que Lei seria essa?'

Pensei, repensei e pensei de novo. E cheguei a simples conclusão que a Lei de Deus é sua consciência, ou seja, Deus não poderia fazer nada que violentasse a sua própria consciência.

Comecei a conjecturar ... Se tal como Cristo é, Deus quer que sejamos, perguntei-me se Deus não queria o mesmo para nós.. Que nossa lei fosse nossa consciência.

Até ae estava tudo muito abstrato, logo tratei de procurar por subsídios bíblicos para toda essa elocubração. E me deparei com algo.

"De madrugada, voltou novamente para o templo, e todo o povo ia ter com ele; e, assentado, os ensinava. Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos, disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes? Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo. Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra. E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava. Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais." (Jo 8:2-11 RA)

Bingo ! Achei o que precisava para sustentar minha divagação. A Lei (ou pelo menos a aplicação errônea dela, deixe-me colocar isso aqui para não ser linchado pelos meus amigos judeus messiânicos), a condenava (embora estivesse sendo aplicada de forma parcial, já que o que estava com ela devesse ser condenado junto). Estavam todos prontos a executar a condenação.

Então, aquele que é a Palavra, o Logos encarnado, toca nas consciências das pessoas. A cena muda de figura. Aqueles que pela lei a condenavam, passaram através de uma consciência iluminada pelo Logos a condenarem a si próprios! E a pobre condenada, saiu, em figura, ressurreta daquele jurí popular.

A pergunta que deixo hoje é: quantas vezes usamos a palavra como Lei, a fim de condenar os outros, não tendo uma consciência iluminada pela palavra? (engraçado, parece que muitas vezes usamos a palavra apenas para obscurecer nossas percepções) Quantas vezes temos coado o mosquito da Lei e engolido o camelo da consciência?

É ... A paz é contra a lei.. e a lei é contra a paz ...

Walter Cruz
24/09/2004

Desafio aos sábios

E convocou Walter todos os sábios e disse-lhes: Quem poderá me dar a exata interpretação do que eu penso sobre um certo versículo?

E cada um passou a dar a sua explicação sobre tal versículo.

Mateus 16:26 "Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?"

Walter Cruz
16/09/2004

Para a liberdade, é óbvio!

Uns meses atrás, tive uma conversa assim com uma pessoa no MSN:

- Liberdade...
- Pensa bem...
- Diga..
- Somos livres, fomos libertos PARA a LIBERDADE... "Foi para a Liberdade que Cristo vos libertou"
- Doido né?

- Haha ! Liberdade é uma constante na minha vida.
- Mas o doido é entender q somos livres não para qualquer outra coisa, mas para a própria liberdade...

Admito que não havia compreendido o significado das palavras (isso é alguma novidade pra mim?), mas que tinha achado a brincadeira com elas deliciosa. Porém, ontem, subitamente, uma idéia me ocorreu.

João 8:32 e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.
João 8:36 Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.
Gálatas 5:1 Para a liberdade foi que Cristo nos libertou.

Percebi uma coisa. Ainda que se esteja livre, mas não se tenha uma percepção pessoal e plena dessa liberdade, o indivíduo, está legalmente livre, porém, de fato, preso.

Ou seja, nossa liberdade é proporcional à compreensão que temos dela. Somente o Filho pode libertar, pois a liberdade máxima, é ser filho! E nesse sentido, os filhos são livres. Ou pelo menos deveriam ser.

A questão toda é: havendo Cristo nos dado a máxima liberdade que fosse possível dar a alguém que estivesse cativo, o quão livres de fato somos?

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