Categoria: Cinema

Walter Cruz
28/05/2008

A fonte da vida

Um filme complexo e denso, cuja sinopse na contracapa não ajuda muito a descrevê-lo. Esse é o filme A fonte da vida (The Fountain), estrelado por Hugh Jackman e Rachel Weisz.

Tinha quase tudo para naufragar: Brad Pitt e Cate Blanchet, que iriam estrelar o filme, pularam fora. O diretor e roteirista, Darren Aronofsky, conseguiu ressuscitar o projeto algum tempo depois, mas com a metade do orçamento apenas. O uso de efeitos especiais no computador foi reduzido, no seu lugar entrou a macro-fotografia como forma de baratear a produção.

As histórias são fragmentadas em cenas entrecortadas. As histórias do cientista, do conquistador e do astronauta se misturam de forma enigmática e intrincada. A vida e a morte aparecem em cada cena. A busca pela vida e, mais ainda, a transcendência sobre a morte são exploradas com beleza no filme. Uma boa pausa para a reflexão, em meio a sessões mais leves do nosso dia-a-dia.

"Eu penso que a humanidade é definida por sua mortalidade. Quero dizer, esse é o assunto da história do Gênesis. Eles beberam da árvore do conhecimento e, antes de beberem da árvore da vida, foram expulsos. E a questão é: se eles tivessem bebido da árvore da vida, eles teriam se separado do seu criador? Então, o que nos torna realmente humanos é a morte. É o que nos torna especiais." (Darren Aronofsky)

Walter Cruz
01/05/2008

Homem de Ferro

Assisti ontem à noite ao filme Homem de Ferro, estrelado por Robert Downey Jr. no papel do mega-milionário que constrói uma armadura de alta tecnologia para si.

Embora eu conhecesse o personagem de muito tempo atrás, só fui tomar gosto pelo mesmo por causa da série Extremis, de Adi Granov e Warren Elis. Depois disso, acompanhei o que pude do personagem, procurei ver algumas coisas mais antigas.

Robert Downey Jr. ficou perfeito no papel de Tony Stark. Toda a tecnologia que o cerca é mostrada de uma forma arrebatadora nas telas. A armadura, inspirada nos desenhos de Adi Granov, ficou fantástica. A Marvel acertou em cheio dessa vez e a espera valeu à pena.

Walter Cruz
18/08/2006

Click

Com Adam Sandler, o filme Click apresenta o personagem Michael Newman, um arquiteto workaholic que encontra um controle remoto universal. Não um daqueles controles que controlam tudo numa casa, mas sim um que controla o seu universo.
As confusões acontecem quando ele adianta partes de sua vida que considera chatas, ou adianta para que eventos que ele deseja aconteçam, ou quando revê cenas do passado, ou simplesmente pausa para dar umas boas porradas no seu chefe. Muito engraçado, mesmo.

Porém, do meio para a frente, o filme se transforma num drama, onde Michael se vê confrontado pelas suas próprias escolhas. Será que ter tal controle seria uma solução para tudo?

Quase sempre as comédias trazem uma lição de moral que é brega e previsível (seja bonzinho, tome cuidado, faça isso, não faça aquilo). Essa, porém, traz uma reflexão e uma crítica à nossa sociedade, onde tudo é feito de forma automatizada, onde tomamos decisões sem pensar, onde deixamos os minutos passarem como se eles não fossem únicos, onde damos prioridades às coisas erradas. E é claro que esse tema já foi abordado em outros filmes...

Temos de admitir: esse é o espírito de nosso tempo. Se não fincarmos o pé no chão e resistirmos, acabamos por nos deixar envolvidos por esse fenômeno. Talvez, o melhor antídoto seja o de nos deixarmos envolver por uma consciência que brota do evangelho. Daquela consciência que diz que 'basta a cada dia o seu próprio mal' ou 'não andeis ansiosos pelo amanhã'. Da consciência que liberta o homem da criatividade suicida, e o permite parar de vez em quando, para apenas olhar os lírios do campo (de preferência, bem acompanhado).

Walter Cruz
11/08/2006

Superman, o retorno

Vi o filme "Superman - o retorno", digirido por Bryan Singer, com Brandon Routh no papel do herói, Kate Bosworth no papel de Lois Lane e Kevin Spacey no papel do careca Lex Luthor.

As cenas são muito belas. A fortaleza da solidão é mostrada como um lugar imponente, porém assustador. A cena em que superman de fato retorna, na queda do avião, é uma seqüência de ação muito bem feita. Uma ótima cena é onde um tiro acerta no olho.

Porém, o filme não ousa, exceto pela hipótese de Superman e Lois terem tido um filho. Ou é a história do superman que é fechada demais para permitir ousadia? Acho que a linearidade do superman me incomoda um pouco. Talvez o melhor de tudo seja o seu sumiço, que seria motivado por uma ação egoísta - saber mais de sua origem.

Não lembro de ter assistido aos dois primeiros filmes da série, que é de onde "o retorno" busca inspiração. Talvez o meu problema seja ter uma referência do Super e do Lex de Smallvile, onde o Clark ainda não é Super e Lex tem conflitos entre seu lado bom e mau.

Pessoalmente, gostei mais de X-men 3, ainda que esse tenha alterado um pouco mais a história dos quadrinhos. Gostei também de V de Vingança, que é baseado num quadrinho que eu não conhecia. Adorei Batman Begins. Saí do filme satisfeito, mas com a impressão de que poderia ser melhor.

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