Basta entrar em qualquer livraria para ver uma seção inteira dedicada a ele. É o próprio livro reeditado, são outros livros do autor, alguns que se propõem a `desmascará-lo´, e outros tantos que o analisam. E, é claro, a indústria do cinema não deixa fenômenos como esse passarem em branco. Sendo assim, ontem entrei numa sala lotada para ver O Código Da Vinci. Tão lotada que nós sentamos no chão. Mas, valeu a pena!
Não saí do cinema com minha convicção nem um pouco abalada, e não consigo entender por que alguém sairia. Isso porque, como aprendemos nas aulas de teologia "Jesus foi 100% homem e 100% Deus" (e não de natureza amalgamada, 50% cada coisa, como ensinam os da Igreja Local). Quem conhece os evangelhos, e percebe a coerência dos textos, sabe do que estou falando. Quem leu algum livro da coleção do dr. Augusto Cury também sabe disso. Logo, não há nenhuma novidade em dizer que Jesus foi 100% homem.
O FILME
Não li o livro, mas o filme é ótimo. É uma combinação de duas coisas que fazem muito sucesso: teoria de conspiração e religião. (Para mim, tem ainda a parte matemática e criptográfica. Se eu disser que estávamos (eu, Nina e Cecília) falando de Fibonacci segunda pela manhã, sem que soubéssemos do filme, ninguém acreditaria).
Não faltam cenas de ação, perseguições sem fim, escapadas por um triz, uma ótima fotografia e investigação. Quem for ao cinema terá um ótimo entretenimento. A Wikipedia aponta até mesmo que o herói da trama tem características bem parecidas com Indiana Jones. Já dá pra imaginar, não?
O curioso é que tantas pessoas torcem o nariz para o estudo da história, no entanto, a sessão estava tão lotada num filme que tratava, principalmente, de história! A página da Wikipedia sobre o livro diz o seguinte: "Apesar de o livro afirmar que todas as descrições de obras de arte, arquitetura, documentos e rituais secretos lá contidas seriam apuradas, argumenta-se que muito do que Brown escreveu é factualmente impreciso. O livro tem recebido críticas de historiadores, argumentando que Brown distorceu (e em muitos casos até forjou) os fatos históricos. Há também críticas de estudiosos da História da arte, reclamando de pesquisa mal-feita.". Será que o fato de as pessoas desconhecerem a história faz cada um levar a sério essa "estória"? É apenas um palpite.
O filme joga com velhas histórias - Jesus não era Deus, mas foi promovido a Deus pelos seus seguidores; a Bíblia é forjada por Constantino; Jesus foi casado com Maria Madalena, e outras coisas mais. Para todas essas afirmações, existem argumentos tão antigos quanto.
PESQUISA
Como fonte de pesquisa sobre esses assuntos, sugiro o livro "Em defesa de Cristo", do jornalista Lee Strobel. Há também outro aspecto - o 'do sagrado feminino'. Quem está de fato de coração aberto, sabe que Deus é Pai, e também é Mãe. Deus criou homem e mulher a sua imagem e semelhança. Não diz o versículo que 'se teu pai e tua mãe te abandonarem o Senhor te acolherá'? Há referências a esses aspectos nos livros de Leonardo Boff e Rubem Alves.
ALARME
Mudando de canal na TV de casa nos últimos dias, passei por dois programas da Canção Nova (emissora de televisão da Renovação Católica Carismática), em que padres debatiam o filme. Acho que tal alarmismo ocorre porque mais pessoas se dispõem a assistir a um filme do que a ler o grosso volume.
Há muito alarde da Igreja Católica em relação ao Código Da Vinci (até porque ela é desenhada como uma entidade maligna). Mas, para resumir, o filme é ótimo. Estamos até pensando em comprar o livro.
Colaboração: Aline Menezes
Trackback URL (clique direito e copie atalho/localização do link)