O livro de Jó, o Novo Testamento, as obras de Nietzsche, Platão, Kierkegard, Chesterton, Jean Paul Sartre, o que eles têm em comum? Além de sua importância literária, são todas obras que chegam até nós por intermédio do esforço e da dedicação de um ilustre "quase anônimo", o tradutor.
Já fiz traduções de pequenos trechos de textos, documentações de softwares e softwares, do inglês para o português, e tenho uma pequena idéia de como é um trabalho árduo o de traduzir um texto. Por exemplo, muitas vezes a tradução de livros técnicos no Brasil acaba deixando a desejar, porque é necessário conhecer tanto a língua quanto a especialidade que se está traduzindo. É preciso conhecer bem o próprio português, conhecer a língua, conhecer o autor e o assunto. No caso das traduções de textos bíblicos, ainda é necessário que haja imparcialidade teológica, para que não se introduza alguma expressão ou palavra que leve o texto a suportar essa ou aquela idéia.
Por ser um trabalho praticamente invisível, o plágio de traduções, em que o tradutor acaba não recebendo o devido pagamento por reedições de livros que ele tenha traduzido, acaba sendo mais comum do que se imagina. Então, penso que a melhor forma de prestigiar o trabalho dos tradutores é conhecer um pouco esse assunto e evitar essas traduções - que mesmo boas, não dão crédito ao tradutor original da obra.
De coração, um obrigado aos tradutores!
Quanto ao assunto de plágio, sugiro uma visita do blog http://assinado-tradutores.blogspot.com/ para mais informações.
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