Não é mais notícia que manifestantes invadiram a Câmara dos Deputados, num ato violento, porém, muito bem planejado (como ficou provado logo depois) e que eu nunca tinha visto igual.
Aqui em Brasília, é comum acontecer protestos e passeatas. Quem trabalha na Esplanada dos Ministérios convive com isso (e com o trânsito causado) praticamente toda semana (e às vezes, mais de uma vez por semana). Pessoas de todo o Brasil - agricultores, representantes de certos setores da indústria (como a dos calçados) fazem protestos aqui, constantemente. Fora o fato de ocuparem as ruas e causar um pouco de engarrafamento, isso é tudo o que acontece.
Porém, não foi o que se viu na terça-feira, dia 6. Os manifestantes do MLST entraram, literalmente, chutando o pau da barraca (e a barraca, as esculturas, os quadros, os terminais de auto-atendimento, e o mais grave, pessoas).
À noite, eu, que ainda não sabia exatamente dos acontecimentos, vi os ônibus da polícia, levando-os presos, às centenas.
Há algum tempo moro aqui e, de certa forma, esta metrópole meio desajeitada já é minha cidade. Uma pena que não veicularam na televisão os ipês que começam a ficar floridos por aqui nesta época do ano. Uma vergonha que pessoas façam esse tipo de barbárie, em pleno Congresso.
Mas, quem se importa? Hoje, começa a copa, as ruas estão pintadas de verde e amarelo, as ruas enfeitadas com bandeirinhas... E a vida continua.
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