Na edição de sábado (19) do Correio Braziliense, saiu uma reportagem interessante. Existe um levantamento chamado Pesquisa Mundial de Valores, feito periodicamente em oitenta países, e que no Brasil, no último ano, foi coordenado pela Universidade de Brasília (UnB). A pesquisa foi realizada entre os meses de novembro e dezembro, quando foram aplicados 1500 questionários com 259 questões sobre os mais diversos temas. Uma constatação da pesquisa: embora mais religiosas, as pessoas estão mais materialistas e individualistas. Leia um trecho da reportagem:
Enquanto o engajamento religioso aumenta, o motivo da fé se transforma. Se antes as instituições procuravam responder questões fundamentais, como a vida após a morte ou a origem do homem, hoje têm um papel muito mais pragmático. "A religião está sendo instrumentalizada para resolver o aqui e o agora. Virou uma forma de viver nesse mundo cão, de violência, de competição, de desemprego (...) As igrejas se transformaram em serviço de auto-ajuda, que não trabalha com longa duração e nõ agrega as pessoas. E isso é preocupante, porque a religião, que sempre ajudou a formar laços comunitários, hoje está ajudando a fortalezer o individualismo", observa Sérgio Coutinho, professor de ciência da religião na Universidade Católica de Brasília.
Alguns números:
| Item | 1990 | 2006 |
| Consideram a família muito importante | 91% | 86% |
| Consideram as amizades muito importantes | 57% | 37% |
| Freqüentam periodicamente atividades religosas | 14% | 22% |
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