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E o Verbo se fez carne
Dezembro 4th, 2009 / 2 feedbacks » / por Walter Cruz
Jesus nunca explicou ou definiu o que é o amor. Apenas disse 'ame'. E a quem pediu maiores explicações, como desculpa para transformar o amor em conversa e não em ação, ele logo tratou de colocar no caminho da vida.
Jesus nunca definiu a fé. Apenas se admirou da falta de fé onde ele esperava que a semente da fé houvesse brotado, e se admirou também com a fé plantada pelos ventos da vida.
Jesus nunca explicou o mal, embora o escritor bíblico tenha dito que ele veio para 'destruir as obras do diabo'. Ele apenas reconhece a presença do mal, e mostra o caminho para que possamos 'lutar' contra ele - perdoando, andando em humildade, vivendo em esquecimento de si mesmo, com o olhar que olha a vida para fora e para o alto.
Ele é o Verbo que se fez carne, e penso que - no fundo - ele espera que sejamos 'verbetes' dessa Palavra que Ele é.
(qualquer influência do Caio Fábio não é mera coincidência)
Virtude
Outubro 13th, 2009 / 2 feedbacks » / por Walter Cruz
A diferença real entre o Paganismo e o Cristianismo é perfeitamente resumida nas diferenças entre as virtudes pagãs ou naturais e aquelas virtudes do Cristianismo que a Igreja de Roma chama de virtudes da graça. As virtudes pagãs ou racionais são coisas como a justiça e a temperança, e o Cristianismo as adotou. As três virtudes místicas que o Cristianismo não adotou, mas inventou, são a fé, a esperança e o amor. Muita retórica Cristã barata e tola poderia ser feita sobre essas palavras, mas eu gostaria de me limitar a dois fatos que são evidentes sobre elas. O primeiro fato (...) evidente, eu diria, é que as virtudes pagãs como justiça e temperança são as virtudes tristes, e as virtudes místicas da fé, esperança e amor são as virtudes alegres e exuberantes. E o segundo fato evidente, o qual é ainda mais evidente que o primeiro, é que as virtudes pagãs são as virtudes razoáveis, e as virtudes Cristãs da fé, esperança e amor são em sua essência tão não razoáveis quanto podem ser.
Como a expressão "não razoável" está aberta a interpretações, podemos dizer mais apropriadamente que cada uma das virtudes Cristãs ou místicas incluem um paradoxo em sua própria natureza, e isso não é verdadeiro em nenhuma das virtudes tipicamente pagãs ou racionalistas. A Justiça consiste em encontrar o que é devido a um homem é dá-lo. A Temperança consiste em encontrar o limite apropriado de uma indulgência em particular e aderir a ele. Mas o amor significa perdoar o imperdoável, senão deixa de ser virtude. A esperança significa esperar mesmo além da esperança, ou deixa de ser virtude. E fé significa crer no inacreditável, do contrário deixa de ser virtude.
G.K. Chesterton
Retirado de: http://www.gutenberg.org/files/470/470-h/470-h.htm
Tradução: Walter Cruz
Porque devemos amar a Deus e qual a medida desse amor
Julho 23rd, 2004 / 5 feedbacks » / por Walter Cruz
Antes que a Inah pergunte, a tradução desse texto
Quer que eu lhe diga porque Deus deve ser amado e qual a medida desse amor? Eu respondo: a razão de amar a Deus é o próprio Deus; e o amor devido a Ele é amor sem medida. Isso está claro? Sem dúvida o está, para um homem que pensa; mas fico também em dívida em relação àquele que não é sábio. Para os sábios, uma palavra é suficiente; mas devo levar em consideração também o povo simples. Portanto, alegremente me deterei em explicar mais detalhadamente o que quis dizer acima.
Devemos amar a Deus por si mesmo por causa de uma razão dupla: não há nada mais razoável e não há nada mais proveitoso. Quando alguém pergunta "Porque eu deveria amar a Deus?", ele quer dizer: "O que há de amável em Deus?", ou "O que ganharei em amar a Deus?". Em ambos casos, há a mesma causa que é em si suficiente para o amor, que é o próprio Deus.
Consideremos primeiro Seu merecimento de nosso amor. Poderia haver alguma razão maior que Ele merecesse nosso amor, Ele que se deu por nós, indignos pecadores? E sendo Deus, que melhor dádiva teria que não a si mesmo? Portanto, se alguém procura uma reinvidicação que Deus por nosso amor, aqui está a principal: Porque Ele nos amou primeiro. (1 João 4:19).
Não deveria Deus ser amado à vista de QUEM amou, quem Ele amou e o quanto Ele amou? Quem foi é aquele que ama? O mesmo a respeito de quem o Espírito testifica: "Tu és meu Deus: outros deuses nada são perante a Ti " (Salmo 16:2, Vulg.). Não é seu amor o maravilhoso amor que "não procura os seus próprios interesses? (1 Coríntios 13:5). Mas para quem foi manifesto esse amor indescritível? O apóstolo nos diz: " quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho " (Romanos 5:10).
Então, foi Deus quem nos amou, amou-nos livremente, e nos amou enquanto ainda éramos inimigos. E quão grande é esse amor dEle? São João responde: "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16).
São Paulo adiciona: " Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou " (Romanos 8:32); e o próprio Filho diz a respeito de si mesmo: "Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos. " (João 15:13).
Esse é o clamor que o Deus santo, supremo e onipotente faz aos homens, pecadores, corrompidos e fracos. Alguém poderia dizer que isso é verdadeiro para a humanidade, mas não para os anjos, o que seria verdade, desde que para os anjos isso não seria necessário. Aquele que socorre os homens na hora de sua necessidade, preservou os anjos de tal necessidade; e o Seu amor pelos homens pecaminosos os forja tão maravilhosamente de forma que eles não permaneçam pecadores, da mesma maneira que o amor que Ele derramou sobre os anjos os mantêm livres do pecado.
Bernardo de Claraval
Pequenas ações
Maio 10th, 2004 / 2 feedbacks » / por Walter Cruz
"Não devemos nos cansar de fazer pequenas coisas pelo amor de Deus, que não se importa com a grandeza do trabalho, mas com o amor com que é realizado." (Irmão Lawrence)




