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Unencounter
Junho 17th, 2009 / 3 feedbacks » / por Walter Cruz
No disco de nove faixas, apenas três eram inéditas: a música-título do LP, "Journey to Dawn", "Cio da Terra" e "Unencounter". (...) Quanto a terceira faixa, a história foi a seguinte: ao voltar para Los Angeles, Bituca procurou Ricky Fataar, mas não o encontrou. Ele estava morando em algum lugar da África do Sul, e embora tivesse o telefone dele e outros meios de contatá-lo, não conseguia, parecia incomunicável. Bituca tentou durante vários dias e de todas as maneiras, mas nada.
Lembrou da temporada divertida em Los Angeles com o amigo e sentiu o coração apertar por não poder encontrá-lo outra vez. Pensava nisso em sua cama no hotel, sem conseguir dormir. Sentou-se, acendeu a luz do abajur e começou a escrever uma letra em inglês, que falava do pesar de ter voltado à cidade sem a companhia de Ricky. A cada frase escrita saía também uma frase da melodia, de modo que a letra e música ficaram prontas ao mesmo tempo. "Não era um desencontro, mas a falta do encontro", pensou. Então resolveu colocar o nome de "Unencounter". Quando regressou ao Brasil, Fernando Brant fez a versão em português, batizada de "Canção da América".
Maria Dolores, em Travessia, a vida de Milton Nascimento
Fernando Brant também participou da composição em inglês da música, como o próprio Milton registra em carta enviada ao compositor e amigo Márcio Borges, que consta do livro "Os Sonhos não envelhecem":
"Manhã, depois de muito ouriço na gravação da última base do disco. Uma que eu e Fernando fizemos em inglês. Chama-se 'Unencounter'. A palavra não existia, mas passou a."
Confira abaixo a cantora Marina Machado interpretando Unencounter
A letra você pode acessar em http://letras.terra.com.br/marina-machado/1266948/
Leia também sobre a composição da música "Que bom amigo".
Clube da Esquina
Novembro 20th, 2006 / 5 feedbacks » / por Walter Cruz
Um dos movimentos da música brasileira de que mais gosto é o Clube da Esquina. No geral, sinto que ele é colocado um pouco de lado. Uma rápida comparação da página da tropicália na wikipedia com a página do clube mostra o que eu estou falando.
O 'Clube da Esquina' surgiu na década de 60, quando jovens músicos mineiros começaram a fundir elementos da bossa-nova, jazz, Beatles, música folclórica dos negros, alguns recursos de música erudita e música hispânica e uma pitada de Rock Progressivo. Esse é o núcleo inicial, formado por Milton Nascimento, Fernando Brandt, Wagner Tiso, Márcio Borges, Toninho Horta, Nivaldo Ornelas e Paulinho Braga.
A consolidação da linguagem criada por esses artistas é o disco "Clube da Esquina", de Milton Nascimento e Lô Borges, lançado em 1972. O falsete, nas músicas do clube, tem lugar de destaque. A percussão, também. A fusão do pop com o regional, já presente nos trabalhos dessa época, prediz o que é conhecido hoje como World Music. Um exemplo disso é a música "Tudo que você podia ser", do disco Clube da Esquina, em que à harmonia tipicamente brasileira do violão de Lô Borges é acrescentada uma bateria e percussão bem ao estilo acid-jazz do Jamiroquai.
A esse primeiro grupo de artistas, outros se juntaram. Flávio Venturini, Vermelho e Tavinho Moura são tidos como a 'segunda geração' do Clube. E o clube continua crescendo. Recentemente, Vânia Bastos gravou um CD chamado 'Vânia Bastos canta Clube da Esquina'. Aggeu, cantor descoberto por Flávio Venturini, é outro 'sócio' do grupo.
Minha dica é: ouçam! É muito bom, e faz muito bem. (artigo escrito com informações do Museu Clube da Esquina)
Curitiba Tree
Agosto 15th, 2004 / 1 Feedback » / por Walter Cruz
"Cavaleiro negro que viveu mistérios
Cavaleiro e senhor de casa e árvore
em querer descanso nem dominical"
(Trecho da música Paisagem da Janela, de Lô Borges e Fernando Brant)
Letra perfeita para o dia de hoje!






