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A Paz é contra a Lei, e a Lei é contra a Paz ...

Nota: Hesitei em publicar esse post até agora porque de certa forma, o racíocinio todo ainda não está muito bem costurado, eu penso. Porém, por sugestão do Ricardo do Tudo Verdade , segue, como é.

Dias atrás, tava falando com um amigo sobre o fato de Deus ser justo juiz. A questão é que Deus, ao contrário dos juízes cá da terra, não necessita de um código de leis, já que Ele mesmo é a justiça. Deixei então minha mente divagar sobre o assunto.

Fiz-me então a seguinte colocação: 'Leis, como as conhecemos, são feitas para os homens. Se Deus tiver uma lei para si mesmo, que Lei seria essa?'

Pensei, repensei e pensei de novo. E cheguei a simples conclusão que a Lei de Deus é sua consciência, ou seja, Deus não poderia fazer nada que violentasse a sua própria consciência.

Comecei a conjecturar ... Se tal como Cristo é, Deus quer que sejamos, perguntei-me se Deus não queria o mesmo para nós.. Que nossa lei fosse nossa consciência.

Até ae estava tudo muito abstrato, logo tratei de procurar por subsídios bíblicos para toda essa elocubração. E me deparei com algo.

"De madrugada, voltou novamente para o templo, e todo o povo ia ter com ele; e, assentado, os ensinava. Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos, disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes? Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo. Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra. E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava. Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais." (Jo 8:2-11 RA)

Bingo ! Achei o que precisava para sustentar minha divagação. A Lei a condenava (embora estivesse sendo aplicada de forma parcial, já que o que estava com ela devesse ser condenado junto). Estavam todos prontos a executar a condenação.

Então, aquele que é a Palavra, o Logos encarnado, toca nas consciências das pessoas. A cena muda de figura. Aqueles que pela lei a condenavam, passaram através de uma consciência iluminada pelo Logos a condenarem a si próprios! E a pobre condenada, saiu, em figura, ressurreta daquele juri popular.

A pergunta que deixo hoje é: quantas vezes usamos a palavra como Lei, a fim de condenar os outros, não tendo uma consciência iluminada pela Palavra? (engraçado, parece que muitas vezes usamos a palavra apenas para obscurecer nossas percepções) Quantas vezes temos coado o mosquito da Lei e engolido o camelo da consciência?

É ... A paz é contra a lei.. e a lei é contra a paz ...

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