Tags: literatura

Walter Cruz
30/09/2008

Dia do Tradutor

O livro de Jó, o Novo Testamento, as obras de Nietzsche, Platão, Kierkegard, Chesterton, Jean Paul Sartre, o que eles têm em comum? Além de sua importância literária, são todas obras que chegam até nós por intermédio do esforço e da dedicação de um ilustre "quase anônimo", o tradutor.

Já fiz traduções de pequenos trechos de textos, documentações de softwares e softwares, do inglês para o português, e tenho uma pequena idéia de como é um trabalho árduo o de traduzir um texto. Por exemplo, muitas vezes a tradução de livros técnicos no Brasil acaba deixando a desejar, porque é necessário conhecer tanto a língua quanto a especialidade que se está traduzindo. É preciso conhecer bem o próprio português, conhecer a língua, conhecer o autor e o assunto. No caso das traduções de textos bíblicos, ainda é necessário que haja imparcialidade teológica, para que não se introduza alguma expressão ou palavra que leve o texto a suportar essa ou aquela idéia.

Por ser um trabalho praticamente invisível, o plágio de traduções, em que o tradutor acaba não recebendo o devido pagamento por reedições de livros que ele tenha traduzido, acaba sendo mais comum do que se imagina. Então, penso que a melhor forma de prestigiar o trabalho dos tradutores é conhecer um pouco esse assunto e evitar essas traduções - que mesmo boas, não dão crédito ao tradutor original da obra.

De coração, um obrigado aos tradutores!

Quanto ao assunto de plágio, sugiro uma visita do blog http://assinado-tradutores.blogspot.com/ para mais informações.

Uma pausa para o que pode ser uma boa notícia, para nós todos, traças de livro. Já tomaram o seu suco de couve com limão de hoje ? Aguardem ! Não morri! Nem tive minha capacidade elocubrativa sugada por uma máquina de um cientista maluco. Minha namorada sabe o quanto eu elocubro! Em breve crianças, em breve...

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u48378.shtml

Senado aprova fim de cobrança de impostos sobre livros
CASSIANO ELEK MACHADO
da Folha de S.Paulo

O Senado aprovou ontem no final da tarde projeto que institui o fim de taxas e impostos sobre a comercialização de livros no país.

Anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro Antonio Palocci Filho (Fazenda) no dia 10, a medida isenta editores, distribuidores e livreiros de carga fiscal que varia de 3,65% a 9,25% na forma de contribuições como PIS/Pasep e Cofins.

Em contrapartida, os editores, representados em acordo firmado no dia 10 por entidades como CBL e Snel, vão contribuir com 1% sobre a venda de livros no país para constituir um fundo de estímulo à leitura. Segundo o coordenador do Plano Nacional de Livro e Leitura/Fome de Livro, Galeno Amorim, o projeto também pretende diminuir em até 10% o preço dos livros em três anos.

A medida que desonera o setor livreiro foi incluída em projeto de lei que altera a tributação do mercado financeiro e de capitais e institui o Regime Tributário para Incentivo à Modernização e Ampliação da Estrutura Portuária.