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Clube da Esquina

Um dos movimentos da música brasileira de que mais gosto é o Clube da Esquina. No geral, sinto que ele é colocado um pouco de lado. Uma rápida comparação da página da tropicália na wikipedia com a página do clube mostra o que eu estou falando.

O 'Clube da Esquina' surgiu na década de 60, quando jovens músicos mineiros começaram a fundir elementos da bossa-nova, jazz, Beatles, música folclórica dos negros, alguns recursos de música erudita e música hispânica e uma pitada de Rock Progressivo. Esse é o núcleo inicial, formado por Milton Nascimento, Fernando Brandt, Wagner Tiso, Márcio Borges, Toninho Horta, Nivaldo Ornelas e Paulinho Braga.

A consolidação da linguagem criada por esses artistas é o disco "Clube da Esquina", de Milton Nascimento e Lô Borges, lançado em 1972. O falsete, nas músicas do clube, tem lugar de destaque. A percussão, também. A fusão do pop com o regional, já presente nos trabalhos dessa época, prediz o que é conhecido hoje como World Music. Um exemplo disso é a música "Tudo que você podia ser", do disco Clube da Esquina, em que à harmonia tipicamente brasileira do violão de Lô Borges é acrescentada uma bateria e percussão bem ao estilo acid-jazz do Jamiroquai.

A esse primeiro grupo de artistas, outros se juntaram. Flávio Venturini, Vermelho e Tavinho Moura são tidos como a 'segunda geração' do Clube. E o clube continua crescendo. Recentemente, Vânia Bastos gravou um CD chamado 'Vânia Bastos canta Clube da Esquina'. Aggeu, cantor descoberto por Flávio Venturini, é outro 'sócio' do grupo.

Minha dica é: ouçam! É muito bom, e faz muito bem. (artigo escrito com informações do Museu Clube da Esquina)

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